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Cibersegurança: não é só para informáticos

5 Setembro, 2017

Quem hoje trabalha directamente com a cibersegurança, não tem mãos a medir. O problema é saber por onde começar: pelas ameaças externas ou internas? É fácil culpar a tecnologia quando as falhas de segurança acontecem.

Mas… E se a ameaça somos nós?  

Calma, não estamos a acusar ninguém de ser um “hacker”. Mas a verdade é que muitos dos ataques informáticos que temos visto nos últimos tempos não teriam atingido dimensões tão grandes se os utilizadores tivessem sido mais cuidadosos.

Os resultados do estudo da Kaspersky Lab mostram que existem boas razões para estar preocupado: 46% dos problemas de cibersegurança que ocorreram em 2016 foram causados pela própria equipa interna. Os colaboradores cometeram erros que puseram em risco dados e sistemas informáticos, seja porque estavam desatentos e cometeram um “deslize”, ou porque existia uma falta de conhecimento básico em segurança informática.

Na verdade, uma equipa de colaboradores desinformados é a segunda causa mais provável por detrás de uma falha grave de segurança informática, ficando apenas atrás do malware.

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No entanto, outro estudo levado a cabo pela Pessoas2020 revelou que apenas 35% dos pessoas considerou o desenvolvimento de competências digitais como um desafio prioritário no futuro da gestão de pessoas em Portugal. Significa isto que ainda não estamos conscientes do impacto que a ciber-segurança tem no nosso dia-a-dia?

Porque devo eu preocupar-me com isto?

  • A informação tem “asas”.

Não basta ter uma palavra-passe no computador, a informação está e vem connosco para todo o lado – no telemóvel, no tablet ou na “nuvem” – o que a torna mais susceptível de ser roubada.

  • Não é só a empresa que está em risco, és tu.

Não são apenas os dados e informações da empresa que ficam expostos. Quando uma conta ou máquina (seja este pessoal ou do trabalho) é pirateada, todos os dados associados a esse dispositivo ficam em risco e podemos acabar sendo vítimas de roubo de identidade ou com uma conta bancária vazia.

  • As empresas querem atrair pessoas versáteis.

A procura crescente por profissionais que saibam contribuir com inputs valiosos em situações inesperadas tem retirado a vantagem a muitos talentos que poderiam estar a assumir um papel crucial nas empresas. Quanto melhor compreendermos o impacto que as decisões de cibersegurança terão a nível financeiro, logístico, vendas e recursos humanos (e em todas as outras áreas), melhor preparados estaremos para dar sugestões que poderão verdadeiramente contribuir para o sucesso. A possibilidade de ter uma equipa inteligente, capaz de evitar erros que poderão custar milhares de euros, (para não falar da reputação da marca) compensa o investimento que envolve a formação nesta área.

  • É possível aprender, mesmo que não tenhas experiência na área.

A ciber-segurança não se baseia em escrever uma linha de código incrível ou construir uma aplicação do zero. Ciber-segurança é saber gerir riscos e criar planos de contingência quando existem problemas. Vivemos na era digital e, por isso, a capacidade de aprender é acessível – e útil – a qualquer pessoa. Claro que esta aprendizagem não acontece de um dia para o outro, mas existem inúmeros recursos que te podem ajudar a identificar e controlar as ameaças que te poderão prejudicar online.

  • Os ataques vão continuar e serão cada vez piores.

A qualquer momento (se é que já não aconteceu), estes ciber-ataques virão atrás de ti. Aí poderás perguntar-te: Terei feito o suficiente para proteger os meus dados?

De que vale construir um castelo se damos a chave ao inimigo? Os atacantes só precisam de encontrar um ponto fraco – não sejas tu!


Sofia Rosa

Marketing Manager

Sofia Rosa Olisipo

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